Rodrigo Tavares nasceu em Bagé, em 1986. É autor de Carancho (2023), Ainda que a terra se abra (2020), Andarilhos (2017), Noite Escura (2009) e dos e-books Contos Sangrentos e A tropeada. É também o idealizador e curador do FestFronteira Literária, festival de literatura que ocorre anualmente em sua cidade natal.
LIVROS
CARANCHO
A disputa por protagonismo de uma narrativa não é coisa dos dias atuais. No ano de 1893 estourou no Sul do Brasil a revolução que ficou conhecida como Guerra das Degolas. Enquanto os caudilhos moviam as peças nos campos de batalha, Tarcísio lutou junto às tropas de Gumercindo Saraiva em busca de vingança: tinha contas a acertar com o soldado castilhista Hermano López.
AINDA QUE A TERRA SE ABRA
Martín recebe uma ligação com a notícia da morte de seu pai e precisa retornar ao Sul. A partilha da herança costura seu reencontro com o passado, com sonhos abandonados e com tragédias que teimam em não se deixar esquecer. O jovem professor universitário, ao reencontrar sua irmã mais velha, Bibiana, não consegue esconder o desconforto ao vê-la ocupando o lugar do pai, com uma naturalidade que ele jamais imaginara. Ao regressar, Martín vai descobrir que não foi apenas a irmã que mudou em sua terra natal.
ANDARILHOS
Seguindo a tradição das grandes narrativas históricas que se passam no Rio Grande do Sul, apresentamos o livro Andarilhos. Os protagonistas dessa belíssima narrativa são homens que vagam em busca de seu lugar no mundo, fugindo de um passado sempre à espreita e pronto (como um tigre na mata) a saltar sobre eles. Trata-se de um romance onde homens e mulheres vagueiam em busca de redenção.
NOITE ESCURA
A perseguição de uma testemunha ocular de um crime cometido por um assassino de aluguel que nunca deixa pistas. No interior do Brasil, um sujeito que estava no lugar errado e na hora tem que fugir para não acabar morto. Um thriller que não esconde suas influências na ficção de polpa (pulp fiction), porém trás as histórias de mortes e perseguições para o ambiente regional no Brasil.
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DEPOIMENTOS
Com "Ainda que a terra se abra", Rodrigo Tavares renova a tradição de uma certa literatura gaúcha que foca no campo para investigar as relações humanas que envolvem a família, a terra, o sul profundo do Brasil. Faz isto com a habilidade de um escritor seguro dos seus meios, em uma novela ágil e conectada com a contemporaneidade, não só em aspectos que dizem respeito ao tema abordado mas também na forma como este é abordado.
Amilcar Bettega
BLOG
FestFronteira Literária 2025 – última edição
RELEASE – FESTFRONTEIRA 2025 O FestFronteira chega a sua nova edição com ainda mais garra e compromisso cultural. Em um ano em que a economia do país oscila e muitos setores sentem o impacto, o festival reafirma uma convicção fundamental: a cultura não é supérflua — é necessária. Idealizado em 2017 pelo escritor Rodrigo Tavares, […]
É filho de quem?
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O silêncio que protege o monstro
Um vídeo de pouco mais de vinte minutos. Foi o que bastou para um youtuber, com humor ácido e um olhar atento, escancarar uma das realidades mais sórdidas do mundo digital: a sexualização de crianças. O vídeo de Felca viralizou, mobilizou milhões de pessoas e, como raramente acontece, fez autoridades se mexerem. De repente, estava […]