R.Tavares – Biografia

O escritor R. Tavares é advogado trabalhista e escritor. Busca as temáticas universais, alternando suspense, terror e fantasia, porém sempre pintados com referências regionais. Acredita que o domda escrita pode – e deve – ser aperfeiçoado através do estudo das técnicas narrativas dominantes. Além disso, é um leitor compulsivo e trás toda essa bagagem de leitura em seus textos. Especializou-se em Criação Literária pela Universidade da Região da Campanha, além de frequentar inúmeras oficinas de escrita criativa, ministrada por palestrantes como Alcy Cheuiche, Letícia Wierzchowski, André Vianco, Tiago Novaes, dentre outros.

 

Rodrigo Tavares

O que R. Tavares diz sobre sua escrita?

Por isso, escrevo…
Tavares para muitos. Rodrigo para poucos. Nasci aos vinte e nove dias do mês de outubro de 1986. Tive uma infância alegre, conheci por aí os meus grandes amigos que, graças a Deus, conservo até hoje.

Fui aquele guri educado, sempre adorei conversar com os mais velhos, muito apegado a minha família, em especial aos meus pais, e minhas avós. Aquele tipo de criança com jeito de gente grande.

Nunca gostei de brinquedos eletrônicos. Sempre preferi assistir a um bom filme, brincar com meus bonecos. Foi aí onde criei minhas primeiras histórias. Fantasias… Sempre tive o estranho hábito de conversar sozinho. As pessoas na rua às vezes reparavam, e eu assoviava, para fingir que estava cantando alguma música.

As melhores lembranças estão nos churrascos de família, feitos pelo meu pai, a mãe me mandando estudar, os verões que passamos no Cassino, as temporadas na estância, as campereadas no zaino velho, as pescarias, os anos no Colégio Espírito Santo, a vergonhosa dificuldade para aprender a andar de bicicleta.

Embora me considere simpático, faço o tipo observador. Gosto de entender os outros, procuro ouvir mais do que falar. Acredito que, em algumas ocasiões, o silêncio é o melhor dos conselhos.

Carrego comigo uma inquietude muito grande, que sempre me motiva a dar novos passos, trilhar outros caminhos. A música me encanta, me acompanha, me inspira. Mas a poesia ficou pequena para expressar tudo àquilo que guardo em meus segredos.

O medo é meu companheiro. Medo de errar, medo de não conseguir. Medo de não ter tempo para fazer tudo aquilo que quero e planejo.

As palavras permitem que eu mate esse medo do incerto. São elas que diminuem a saudade que sinto de tudo que não vivi e que gostaria de ter vivido, de tudo que não fui e gostaria de ter sido, de todos que não conheci e gostaria de ter conhecido. De todos que convivi, mas já partiram para um outro plano.

É por isso que eu escrevo. Preciso dividir com os outros tudo o que povoa minha mente.
Convido todos vocês a curtirem minha página no Facebook e a acompanhar meus projetos de escrita, crônicas, contos e o material do nosso coletivo de autores, a Oficina Fantástica.